sábado, 23 de fevereiro de 2008

O casamento


O casamento nada mais é do que o Sequestro do Utero, foi isso que eu li e repito aqui do blog de igaci. O patriarcado criou o casamento para seqüestrar o útero da mulher e mantê-la sempre sob a autoridade do homem. O que me deixa intrigada, foi que o objectivo primordial do casamento nunca foi a felicidade dos cônjuges e muito menos da mulher, uma vez que antigamente a mulher nem podia escolher com quem ia se casar e como ele se transformou nesse ideal romântico de hoje em dia, onde os dois se casam e 'vivem felizes para sempre'. Será que em algum momento, a mulher poderia enxergar a realidade da sua prisão e aí criou-se essa idealização romântica para continuar mantendo a mulher refém dessa ilusão de amor e felicidade que nunca se concretiza?

O aborto


Vc tem duas opçoes deixar a mulher escolher, ou simplesmente a proibir de abortar. Mas lembre-se ela abortara essas crianças na sociedade.

"Se os homens ficassem grávidos, o aborto seria um sacramento.",Mulheres que abortam são mulheres maculadas, mulheres que ousaram trair o papel que lhes é destinado: úteros dentro do casamento para gerar filhos só para seus maridos. A Igreja sente horror só de pensar nisso, afinal foram séculos incutindo a idéia da pureza feminina estar ligada à virgindade e o sexo só pra procriação, já que esta mesma sociedade de moral cristã, já tinha separado entre as mulheres aquelas que serviriam ao prazer dos homens e passariam a vida sendo apontadas como tendo a conduta a ser rejeitada pelas outras que seriam as filhas de Deus e da Igreja. A mulher tem que ter garantido o seu acesso aos métodos contraceptivos e a fazer um aborto, quando assim optar, dentro de condições mínimas de saúde para que não seja vítima de nenhuma seqüela ou até da morte. As mulheres não devem ser punidas por exerceram seu direito à uma vida sexual ativa. O corpo é da mulher e o útero também. Temos direito à liberdade de escolha

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O falo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Igreja, como sempre, contra as mulheres trabalhadoras

Este carnaval foi palco de mais uma posição absurda da Igreja Católica. Através da Pastoral da Saúde (!?) da arquidiocese de Olinda e Recife, os representantes do papa no Brasil argumentaram que não se poderia distribuir pílulas que previnam a gravidez. O método contraceptivo de emergência, conhecido como pílula do dia seguinte, recebeu a reprovação da Igreja, pois é mais uma alternativa científica e segura para a mulher poder decidir quando engravidar.

A Igreja, como se sabe, é contra o direito da mulher poder ter relações sexuais antes do casamento, é contra a mulher poder transar sem ter que ser para "procriar", é contra o prazer sexual feminino, é contra o direito ao divórcio, é contra o aborto, a pílula, a camisinha... A Igreja católica, que não aceita sequer que mulheres possam ser ordenadas aos maiores postos da instituição, provou mais uma vez que ainda pensa que está na Idade média em alguns assuntos.

Da mesma maneira que se transformou em uma grande empresa, na verdade uma multinacional da fé, o Vaticano (sede da Igreja Católica) mantém estruturas, ritos e um programa que é semi-feudal em muitos aspectos. A Igreja é capitalista, e mesmo em seus aspectos mais atrasados, é a sociedade capitalista que ela defende. Mas não deixa de ser incoerente e aparentemente contraditória que defenda posturas tão reacionárias como a proibição do sexo e do direito de reprodução ser exercido nas circunstâncias que a mulher decidir e não o que a Igreja quiser tutelar.

Esta aparente contradição é apenas isso: aparente. Na verdade, a igreja não se dedica, realmente, a impedir a indústria do sexo. Padres são um dos principais setores envolvidos nas redes de pedofilia, por exemplo. A igreja católica, principalmente a norte-americana, sempre foi cúmplice destes casos e também sempre "resolveu" isso pagando indenizações às famílias, no famoso método "cala boca". Do mesmo modo, nunca se ouviu falar de campanha da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) contra a pedofilia, muito menos pela punição dos pedófilos. Por isso, não é contra o sexo, a promiscuidade ou a imoralidade que a Igreja se insurge.

Governo dos trabalhadores, "do povo" ou da "lei divina"?

A Igreja combate é a liberdade dos trabalhadores, em especial das mulheres, de decidirem suas vidas. A Igreja Católica defende com o mesmo fanatismo que alguns grupos islâmicos ou os setores sionistas judeus de Israel, a existência de Estados teocráticos (onde a lei seja a de "deus"). O arcebispo de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, declarou: "Esse é um assunto religioso também. Nossa missão é evitar qualquer ação que ponha em risco a vida humana". Isso é o fim do mundo! O iluminismo, séculos atrás, já foi responsável, como porta-voz da própria burguesia, de rechaçar esta visão intolerante, que quer impor ao conjunto da população os dogmas de uma parte dela.

Se o capitalismo tenta disfarçar a luta de classes e a diferença social e econômica, impedindo um governo dos trabalhadores, em nome de um governo dos empresários e banqueiros disfarçados de povo ou cidadãos, alguns setores burgueses recuam a roda da história um pouco mais longe e defendem um governo da lei divina, baseado em mandamentos e não nas necessidades da maioria da população.

Esta concepção carrega consigo o que de mais ignorante, ultrapassado e obscurantista poderia existir. Tenta fazer com que o mundo dos homens e mulheres seja decidido não por eles próprios, mas por fantasmas, por idéias e fantasias. Atribui ao mágico, ao espectral e metafísico o poder de decidir a vida de milhões de mulheres que morrem por abortos mal feitos clandestinamente, ou daquelas que, oprimidas pela sociedade e pela religião, se submetem e têm filhos que não desejavam.

A Igreja, ao impedir o planejamento da maternidade, impede a mulher de ser livre e exerce uma função indispensável ao capitalismo: atemorizar as mulheres para que aceitem a condição de reprodutoras. Isso quer dizer que seu trabalho, seu prazer e seus desejos são secundários e devem estar disponíveis ao sacrifício, sempre que houver relação sexual e "deus" se manifestar numa gravidez.

A Igreja, assim, é cúmplice da gravidez na adolescência, das crianças abandonadas e da indústria do aborto clandestino. O fato da Igreja ainda ter ouvidos quando prega um disparate desses é uma das demonstrações da decadência do capitalismo, que é obrigado a se apoiar em tudo, inclusive em formas e ideologias que combateu, para se preservar existindo e tentar conter o movimento dos trabalhadores.

Pelo direito de rezar. Pelo direito de decidir

Os revolucionários defendem o completo direito de cada trabalhador exercer sua crença no que bem entender. Desde que produza para a sociedade e, portanto, possa usufruir do trabalho coletivo feito pela sociedade, cada indivíduo pode dedicar suas horas de folga ao culto que quiser. O Estado, governado pelos trabalhadores, não interferirá nas atividades religiosas de ninguém. Mas também não poderá aceitar que as idéias ou dogmas de quem quer que seja sejam impostas e submetam aqueles que não acreditam nestes dogmas.

Defendemos o direito de rezar e o de não rezar, mas defendemos muito mais o direito de decidir o que fazer com seu corpo e com sua vida. Se a definição sobre uma crença e a vida religiosa não podem ficar na mão do Estado, muito menos a definição sobre a vida sexual ou reprodutiva, que são bem mais concretas.

* Pela distribuição gratuita, sem constrangimento, direta e generalizada de camisinhas, pílulas e métodos contraceptivos de emergência a todos

* Pelo direito e legalização do aborto, público, gratuito e sem burocracia

* Pelo apoio às mulheres e a sua decisão. Contra a opressão e a visão machista e religiosa de que a mulher TEM que ser mãe

* Que o ouro e a riqueza da Igreja roubados das Américas e dos povos em geral sejam expropriados pelos trabalhadores

* Que o exercício da religiosidade seja um direito de todos, em suas horas de folga

* Pelo fim do ensino religioso na escola pública. Pela expropriação do ensino religioso privado.

* Pela expropriação dos hospitais religiosos, pois negligenciam a saúde das mulheres.

* Que o Estado garanta o amplo acesso à cultura, à ciência e à história, para que se possa fazer uma opção verdadeira sobre a religião.

http://www.movimentorevolucionario.org/opressoes/pilula.html