domingo, 27 de abril de 2008

Marguerite Duras

Marguerite Donnadieu, também conhecida como Marguerite Duras.
Escritora na qual em suas obras o principal elemento notavel é a perplexidade, questionando sempre as experiências e mal-estares do homem na sociedade. O mais interessante é que nota-se com facilidade que está nunca cita nome aos personagens, talvez seja porque assim eles se tornam muito mais interessantes, ou simplesmente porque estes são importantes e tiveram grande relevância para ela, porém elas nunca os nomeiam para estes talvez não se valgloriarem. Uma boa para notar-se é no romance O amante no qual ela só cita o nome de um dos irmãos. Em suas obras mesmo que estas fossem baseadas nas vivências e dia-a-dia dela ela sempre utiliza a terceira pessoa.
Uma grande fraqueza dita por esta foi a um caro leitor que perguntara a ela porque ela bebia, esta responderá porque existe homens que me fazem beber. Tal fala foi vista por todos como algo nada feminista, como fraqueza dela em relação aos homens, os mesmo o qual ela se envolvera e dizia nao ama-los.

O Esplendor da Heterossexualidade, pelo Desejo

Somos um objecto, na paixão, totalmente submissos, sem poder prever os golpes que sofremos; aí reside a grandeza, a loucura, o assombro da paixão.
Para mim, o desejo só pode ter lugar entre o masculino e o feminino, entre sexos diferentes.
O outro desejo é um autodesejo, é, para mim, como que o prolongamento da prática masturbatória do homem ou da mulher. O esplendor da paixão, a sua imensidade, o seu sofrimento, o seu inferno, reside no facto de só poder verificar-se entre géneros irreconciliáveis, o masculino e o feminino. Tanto a paixão como o desejo.
Os casais homossexuais são muito mais estáveis do que os casais heterossexuais, porque na homosexualidade há uma prática simples e cómoda do desejo. A prática heterossexual é ainda selvagem, é ainda a floresta do desejo.
Na prática homossexual não creio que exista esse fenómeno de posse que existe na heterossexual. Na prática homossexual existe uma espécie de intermutabilidade do prazer, as pessoas nunca pertencem na homossexualidade como pertencem na heterossexualidade.
É um inferno não se poder escapar ao desejo de uma pessoa, é a isso que eu chamo, quando a mim, o esplendor da heterossexualidade. (Mundo Exterior)