25 de Julho
Dia da mulher Afro-Latino-Americana e Afro-Caribenha
Comemora-se hoje o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Afro-Caribenha. A data foi instituída em 25 de julho de 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, ocorrido em Santo Domingo, capital da República Dominicana, como o início de uma sinergia de esforços das mulheres afro-descendentes na luta contra a discriminação, preconceito e violência, de que ainda são vítimas.
Em alusão à data, a Prefeitura de Diadema, no Estado de São Paulo, em parceria com várias entidades do Movimento Negro, vem realizando uma série de actividades políticas, culturais e recreativas, com destaque para o evento do sábado passado (21/07), na Fundação Florestan Fernandes, que contou com a presença do Vice-Prefeito da Cidade, Joel Fonseca, e da Consulesa da África do Sul, Olitha Lebelo, e demais personalidades.
No seu discurso, o Vice-Prefeito Joel Fonseca, que é o primeiro negro a assumir o cargo mais alto no Executivo do município, disse ter consciência de que as políticas afirmativas ainda não são consenso entre o Movimento Negro, mas defende a política de quotas como um meio de reparação de danos causados à população negra pela escravidão.
Para a representante da organização feminina Fala Preta, Deise Benedito, “o racismo impede que as mulheres negras ocupem espaços de maior responsabilidade e visibilidade na sociedade”, enfatizou ela.
Para a Consulesa Olitha Lebelo, “é tempo de as mulheres se levantarem para a conquista de seus direitos como negras. Não se limitem a se sentar na cozinha. Saiam em busca de vossos direitos!”, desabafou.
Perguntada sobre a situação da mulher negra sul-africana no período pós-apartheid, disse que a situação tem melhorado consideravelmente: “As mulheres têm buscado seu espaço na sociedade, aumentado o seu nível educacional, participando da política, inclusive no Parlamento, em negócios públicos e privados”, afirmou a diplomata.
Neste 25 de julho, as mulheres negras redobram os seus esforços na luta contra todo tipo de discriminação, buscando um mundo solidário, mais tolerante e compreensível.
Fonte: http://www.folhadeangola.com/noticia.php?id=76
